sábado, 16 de maio de 2020

Guedes entra no lobby da cloroquina e diz: quem quiser toma, quem não quiser não toma

Ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em coletiva de imprensa em Brasília 16/03/2020
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que a troca de ministros é normal numa democracia, defendeu a liberdade para a escolha de usar ou não cloroquina no tratamento do coronavírus e fez um forte apelo pelo veto à possibilidade de reajuste salarial a categorias do funcionalismo público.
Ao falar nesta sexta-feira em evento que marcou os 500 dias do governo Jair Bolsonaro, o ministro afirmou ainda que o presidente não é populista, mas popular, e que o fato de ele ter chamado atenção para as consequências econômicas das medidas de isolamento social não significa que ele esteja minimizando a importância da saúde e da vida.
“Boa parte das diferenças de opinião do presidente com ministros que eu tenho visto é por causa de princípios”, disse Guedes, exemplificando que Bolsonaro é a favor do direito do cidadão que não está com Covid-19 sair andando pela rua.
“É um direito dele ser infectado porque ele não está infectando ninguém. É um direito dele. Isso contrasta às vezes com alguém que diz ‘não, tem que ficar em isolamento e não pode sair’. Isso dá uma diferença de opinião séria entre um ministro e um presidente”, completou.
Guedes avaliou então que o uso ou não da cloroquina segue o mesmo raciocínio.
“Alguns dizem que tem que tomar, alguns dizem que não. Vamos fazer o seguinte? Quem quiser tomar toma, quem não quiser não toma. Se a gente respeitar pelo menos a opinião do outro quem sabe a gente não melhora.”

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