
Há um ditado popular que diz 'ninguém morre quando mora no coração de alguém'. Me refiro ao meu querido velho, o guerreiro corajoso Chico França. Fazem 22 anos que ele foi embora. Morei com ele e aprendi muito com meu avô e pai de criação. Homem de personalidade forte, que dava atenção aos amigos e conhecidos. Papai, assim posso falar, foi de um tempo onde política era com P maiúsculo, onde existia fidelidade e amizade era respeitada. Amigo pessoal do governador Aluízio Alves e também mantinha uma boa amizade com o ex-deputado Olavo Montenegro. Mas, em 86, procurado por Olavo para comunicar que tinha rompido com Aluízio Alves e pediu a papai romper com Aluízio e votar em Manuca para deputado estadual pelo PTB. Papai de imediato disse...'fico no PMDB' e então o velho Chico França fez questão de declarar lealdade a Aluízio. Votou em Geraldo Melo para governador, Zezito Martins e Wanderley Mariz para senadores e para deputado federal a pedido de Aluízio votou em Ismael Wanderley. E para deputado estadual votou em Arnóbio Abreu. Saudades de um tempo de coerência e fidelidade. Lembrando que papai foi perseguido pela ditadura militar chegando a ser preso político também.
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