segunda-feira, 9 de junho de 2014

Saudades do meu velho avô Chico França

Juscelino França

Há um ditado popular que diz 'ninguém morre quando mora no coração de alguém'. Me refiro ao meu querido velho, o guerreiro corajoso Chico França. Fazem 22 anos que ele foi embora. Morei com ele e aprendi muito com meu avô e pai de criação. Homem de personalidade forte, que dava atenção aos amigos e conhecidos. Papai, assim posso falar, foi de um tempo onde política era com P maiúsculo, onde existia fidelidade e amizade era respeitada. Amigo pessoal do governador Aluízio Alves e também mantinha uma boa amizade com o ex-deputado Olavo Montenegro. Mas, em 86, procurado por Olavo para comunicar que tinha rompido com Aluízio Alves e pediu a papai romper com Aluízio e votar em Manuca para deputado estadual pelo PTB. Papai de imediato disse...'fico no PMDB' e então o velho Chico França fez questão de declarar lealdade a Aluízio. Votou em Geraldo Melo para governador, Zezito Martins  e Wanderley Mariz para senadores e para deputado federal a pedido de Aluízio votou em Ismael Wanderley. E para deputado estadual votou em Arnóbio Abreu. Saudades de um tempo de coerência e fidelidade. Lembrando que papai foi perseguido pela ditadura militar chegando a ser preso político também.

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