quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Meu pai foi perseguido pelas forças do arbítrio

 


Eu tenho muito orgulho de ser a primogênita de Chico França. Meu pai era um defensor das causas populares, tenho certeza do amor que tive para com ele, e ele para comigo.
Quando tive meu filho, com um mês de nascido, meu pai me pediu ele. Fiquei numa situação difícil, pois era meu primeiro filho, mas estava sob os cuidados do meu pai e da minha mãe.
Juscelino aprendia tudo de papai e cresceu apaixonado pelo avô. Até hoje ele sente saudades do meu pai.
Recordações nos maltratam, pois sabemos que Chico França foi um verdadeiro herói, e vemos o desprezo que deram à memória do meu pai.
O amor de Juscelino pelo avô nunca teve limites, a terra destruiu o corpo dele, mas o amor e os sentimentos existem. Juscelino ainda tem um quadro de quando ele tinha 5 anos num boi.
Sou grata a Joildo Lobato pela placa de homenagem, mas meu pai merecia muito mais de Ipanguaçu. Meu pai era bom em tudo. 30 anos sem papai, sem minha filha, sem meu esposo, mas Deus me deu o privilégio de conviver com eles.
Um pouco da história de Chico França por Raquel França, sua filha.
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