
A vida tem sido altamente implacável comigo, tenho sofrido problemas renais nos últimos 10 meses, mas quem é do mar não enjoa, quem é de luta não baixa a guarda.
Fui forjado no calor do sofrimento e da dor. Apenas com 5 anos de idade vi meu avô ser preso pelas forças do arbítrio.
É preciso agora deixar as coisas bem claras: há possibilidade de eu ficar vivo, e há a possibilidade de partir. Não sei até quanto tempo vou suportar. Peço que minha sobrinha continue com meu blog, para que eu não seja esquecido.
Quando morrer, que eu passe em Ipanguaçu e que eu seja enterrado no cemitério São João Batista.
Peço que minha sobrinha não abandone minha mãe, que as pessoas não chorem quando isso acontecer, apenas lembrem que eu lutei muito pela região.
Eu sinto que está chegando a hora do meu reencontro com quem tanto amei na terra.
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