Cunha diz que abrirá impeachment se Janot
pedir seu afastamento do cargo
Assessoria jurídica tem pronto parecer com sinal verde para a abertura de uma ação de impedimento da presidente Dilma Rousseff com base na acusação de que ela repetiu neste anos as pedaladas fiscais e peemedebista se fortalece para negociar mandato
DANIEL CARVALHO DAIENE CARDOSO ERICH DECAT / BRASÍLIA PEDRO VENCESLAU - O ESTADO DE S.PAULO
Acuado pelas investigações da Operação Lava Jato, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu da assessoria técnica da Câmara um parecer pela admissibilidade de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Após esse sinal verde jurídico da Casa, Cunha afirmou a aliados, em almoço, que não hesitará em dar início ao processo contra a petista se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendar seu afastamento do cargo.
O parecer está fundamentado em ao menos dois pedidos de impeachment que acusam a gestão da presidente Dilma de ter repetido, neste ano, a prática das pedaladas fiscais, manobras contábeis reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em relação ao ano passado. Conforme o entendimento da assessoria jurídica, o chefe do Executivo pode ser responsabilizado por irregularidades cometidas no mandato em curso. Nesse caso, se o Congresso entender que Dilma repetiu as pedaladas neste ano, ela poderia ser alvo um do impeachment.
O Estado apurou que Cunha admitiu a aliados a possibilidade aceitar o impeachment caso Janot apresente o pedido de afastamento dele da presidência da Câmara. O deputado disse negar "veementemente" a informação que, para ele, "cheira a molecagem".
Um aliado do presidente da Câmara disse que um dos pareceres favoráveis está fundamentado no pedido de impeachment apresentado pelo advogado Luis Carlos Crema. O embasamento jurídico é o mesmo do requerimento assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal: as repetição das pedaladas.
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