quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ÁGUA E ATITUDE A crise no abastecimento d’água em Macau merece algumas considerações: Tulio Lemos



Ainda no mês de agosto, quando houve escassez de água e faltou nas torneiras, eu fui o primeiro a comunicar oficialmente o fato ao presidente da Caern e cobrar providências. Fato esse confirmado por Marcelo Toscano, em entrevista na 94 FM;
Havia, naquele momento, ausência de informações a respeito da origem do problema. Buscamos informar a população que tratava-se de uma crise hídrica regional, que a barragem que abastece Macau estava em níveis baixos e isso iria comprometer o abastecimento; mas que outras providências teriam que ser tomadas;
Passado o sufoco, com a volta da água às torneiras, todos silenciaram e praticamente esqueceram que o problema não havia sido solucionado de forma definitiva. Eu não silenciei e nem parei de buscar soluções. Todas as providências foram repassadas pela 94 FM e pelas redes sociais;
Quando a água voltou às torneiras, a qualidade do produto não era recomendada. Conseguimos com o presidente Marcelo Toscano, que as contas fossem anistiadas no período em que a água consumida não apresentava qualidade; fato esse confirmado pelo próprio presidente em entrevista na 94 FM;
Levamos o presidente da Caern a Macau e distritos, onde foram coletadas amostras de água para análise e posterior tentativa de utilização de poços para suprir o abastecimento. Fato esse que continua sendo avaliado pela Caern, que vai definir providências nos próximos dias.
Estivemos em Pendências, na estação de captação de água da Caern, oportunidade em que observamos a necessidade de mudança no processo de captação da água do rio, diante da escassez do produto que chegava por gravidade ao local de bombeamento; essa mudança foi efetuada com a instalação de bombas flutuantes e outros equipamentos para sucção da água. Fato esse confirmado através de fotos e informações repassadas pelo próprio pessoal da Caern, que ocasionou a volta da água;
Enquanto persistia o problema da falta d’água em Macau, durante a instalação das bombas, conseguimos com o presidente da Caern, a contratação de carros pipa para abastecer os locais mais críticos da cidade, especialmente os distritos. São fatos incontestáveis. São atitudes e ações em busca de soluções para o problema.
Mas a crise da água também nos revelou algumas situações. Uma delas é que a atitude de uns, gera inveja de outros, a ponto de distorcer fatos, cometer injustiças e fomentar mentiras.
A maior parte da classe política de Macau nada fez para tentar amenizar o problema da falta d’água. Incompetentes e inoperantes que só sabem criticar algo que foi feito por quem teve atitude; não se mexem, não lutam, não cobram. Só conseguiram sair da inércia e da inoperância absoluta para tentar acusar quem de fato fez algo concreto para amenizar a crise e buscar solução para o problema.
Vereadores que se acumpliciam com a atual gestão que afunda nossa cidade, coniventes com o caos administrativo atual, que só se preocupam com nomeação de apadrinhados políticos em cargos públicos, incompetentes e inoperantes para defender a população, resolveram quebrar o silêncio. Mas o silêncio não foi quebrado para tentar resolver nada de concreto para a população. Quebraram o silêncio para me criticar por ter tomado alguma atitude que eles não tiveram capacidade e nem coragem de tomar, pois estão muito mais preocupados com seus próprios interesses. Alguns partidarizam a situação, esquecendo que o problema não tem partido, que a crise da água não existe só em Macau e que, mais eficiente do que simplesmente fazer da crítica um discurso político, é lutar pela solução do problema.
Atitude é isso. Mexe com quem não tem ação. Me sinto feliz por ter provocado ação na inoperância. Críticas são alicerce para correção de erros, a democracia agradece e os humildes absorvem. Ofensas pessoais e acusações levianas são matéria-prima dos incompetentes e inoperantes, que nada fazem de concreto e se enchem de ódio quando alguém toma atitude. São minoria com interesse claramente definido de tentar desestimular a luta. Mas não vão conseguir. Estão insatisfeitos pelo fato de que nossa luta transparente, retira o discurso oportunista de alguns, que, por causa da verba, sepultam o verbo da indignação com a atual e permanente situação de descalabro que Macau vivencia e buscam guarida para utilização da afiada língua no sentido de desviar o foco da paralisia generalizada que tomou conta de nosso município. Pura estratégia de escapismo e falta de compromisso com a cidade.
Vou continuar lutando para amenizar os efeitos da crise no abastecimento d’água em Macau e nos seus distritos, assim como vou continuar lutando por uma solução definitiva para o problema. E vou continuar lutando também para solucionar outros problemas de nossa cidade.
Quem está com Deus, nada teme.
Abraço a todos,

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