Brasília (AE) - O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), vai apresentar requerimento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado pedindo a convocação do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general José Elito Siqueira, e do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, por causa da suposta espionagem feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no Porto de Suape, em Pernambuco.
Sampaio quer que eles expliquem informações divulgadas pela revista Veja, que afirmou em sua edição desta semana que quatro agentes da Abin foram presos em Suape. O objetivo dos agentes, segundo a revista, era espionar o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), potencial candidato ao Palácio do Planalto em 2014.
Além de Elito e de Carvalho, o líder do PSDB na Câmara quer convidar também o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza. As prisões teriam ocorrido no dia 11 de abril. Uma semana antes, a reportagem revelou que a Abin estaria espionando sindicalistas no porto.
Desconhecimento
Questionado sobre as informações publicadas na revista, o GSI afirmou que a Abin não faz operações para vigiar movimentos sindicais. “Em contato estabelecido nesta manhã (15 de junho) pela Superintendência da Abin, o Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social de Pernambuco (CIIDS) informou desconhecer e não possuir qualquer registro sobre a detenção de agentes da Abin no Porto de Suape”, disse o GSI, em nota. O órgão também declarou que “a Abin não faz operações para vigiar movimentos sindicais ou sindicalistas e não há conotação política no exercício de sua competência legal que segue os princípios do Estado Democrático de Direito”.
Em Pernambuco, quatro agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram presos em operação no Porto de Suape, em Pernambuco, que teria como alvo o governador do Estado e potencial adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem, Eduardo Campos (PSB). A informação foi revelada pela revista “Veja” deste fim de semana, que traz informações de um documento enviado pela Polícia Militar ao Gabinete Militar do governador, com o relato do caso.
As prisões ocorreram em 11 de abril, uma semana depois de a reportagem mostrar que, sob o comando do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, a Abin espionava sindicalistas em Suape, um dos principais redutos de Campos. A ação se deu em meio a embate público entre o Planalto e o governador, que era contra a aprovação da Medida Provisória dos Portos no Congresso.
O chefe do GSI, general José Elito Carvalho Siqueira, negou “veementemente” o monitoramento em Suape, mas, após a reportagem publicar, dias depois, documento sigiloso da Abin que comprova a operação, se desdisse e admitiu missão para vigiar o movimento sindical.
De acordo com “Veja”, os quatro agentes trabalhavam travestidos de portuários, com documentos falsos, e levantavam informações que pudessem ser usadas contra Campos. Ao serem presos pela Polícia Militar, identificaram-se como agentes e pediram que não fosse registrada ocorrência. O episódio, contudo, teria sido relatado num documento sem timbre enviado ao gabinete de Campos.
Os agentes, lotados na Abin em Pernambuco, estariam em dois carros, um de placa fria e um da própria agência. Eles seriam Mário Ricardo Dias de Santana, Nilton de Oliveira Cunha Júnior, Renato Carvalho Raposo de Melo e Edmilson Monteiro da Silva. Este último é vereador do PV em Jaboatão dos Guararapes.
Além de Elito e de Carvalho, o líder do PSDB na Câmara quer convidar também o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza. As prisões teriam ocorrido no dia 11 de abril. Uma semana antes, a reportagem revelou que a Abin estaria espionando sindicalistas no porto.
Desconhecimento
Questionado sobre as informações publicadas na revista, o GSI afirmou que a Abin não faz operações para vigiar movimentos sindicais. “Em contato estabelecido nesta manhã (15 de junho) pela Superintendência da Abin, o Centro Integrado de Inteligência de Defesa Social de Pernambuco (CIIDS) informou desconhecer e não possuir qualquer registro sobre a detenção de agentes da Abin no Porto de Suape”, disse o GSI, em nota. O órgão também declarou que “a Abin não faz operações para vigiar movimentos sindicais ou sindicalistas e não há conotação política no exercício de sua competência legal que segue os princípios do Estado Democrático de Direito”.
Em Pernambuco, quatro agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foram presos em operação no Porto de Suape, em Pernambuco, que teria como alvo o governador do Estado e potencial adversário da presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem, Eduardo Campos (PSB). A informação foi revelada pela revista “Veja” deste fim de semana, que traz informações de um documento enviado pela Polícia Militar ao Gabinete Militar do governador, com o relato do caso.
As prisões ocorreram em 11 de abril, uma semana depois de a reportagem mostrar que, sob o comando do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, a Abin espionava sindicalistas em Suape, um dos principais redutos de Campos. A ação se deu em meio a embate público entre o Planalto e o governador, que era contra a aprovação da Medida Provisória dos Portos no Congresso.
O chefe do GSI, general José Elito Carvalho Siqueira, negou “veementemente” o monitoramento em Suape, mas, após a reportagem publicar, dias depois, documento sigiloso da Abin que comprova a operação, se desdisse e admitiu missão para vigiar o movimento sindical.
De acordo com “Veja”, os quatro agentes trabalhavam travestidos de portuários, com documentos falsos, e levantavam informações que pudessem ser usadas contra Campos. Ao serem presos pela Polícia Militar, identificaram-se como agentes e pediram que não fosse registrada ocorrência. O episódio, contudo, teria sido relatado num documento sem timbre enviado ao gabinete de Campos.
Os agentes, lotados na Abin em Pernambuco, estariam em dois carros, um de placa fria e um da própria agência. Eles seriam Mário Ricardo Dias de Santana, Nilton de Oliveira Cunha Júnior, Renato Carvalho Raposo de Melo e Edmilson Monteiro da Silva. Este último é vereador do PV em Jaboatão dos Guararapes.
Fonte: Tribuna do Norte

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