Postado por Alex Viana
O ex-deputado federal Ney Lopes de Souza (DEM) disse que nunca três grupos políticos tiveram tanta força no cenário político do Rio Grande do Norte quanto os Alves, Maias e Rosados. A declaração do democrata foi veiculada na última sexta, durante participação no “Jornal da Cidade”, da FM 94.
“Nunca, ao meu ver, pelo menos desde que eu me entendo de gente e que observo política, no Rio Grande do Norte três grupos tiveram tanta força quanto os Alves os Maias e os Rosados”, avaliou Lopes. De acordo com o ex-deputado, que é jornalista, advogado e administrador de empresas, o que está por trás dessa posição é a sucessão desses grupos no poder, através das gerações familiares.
“Tudo passa pela reflexão que eles fizeram e disseram ‘não, não vamos nos dividir’, por um fator também: a sucessão desses grupos, que é fundamental para eles. São homens já de certa idade, não vão ter muitas eleições pela frente e isso aí gira em torno de Felipe Maia, de Walter Alves, acomodações que possam fazer assegurando essa transferência da terceira geração”, explicou.
Segundo Ney Lopes de Souza o almoço há dez dias na residência do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, em Brasília, retrata bem este fato. Na oportunidade, estiveram reunidos o próprio Henrique (Alves), o presidente nacional do DEM, José Agripino (Maia), a governadora Rosalba Ciarlini (Rosado) e o ex-deputado Carlos Augusto (Rosado).
“Então eu acho que a situação do RN passa pela reflexão que o almoço de domingo na residência do presidente da Câmara representa muito bem e é um retrato literal, é um diagnóstico, um raio-x; Alves, Maia e Rosado. Eles estão juntos, são lideranças com expressão no Estado e resolveram se unir para sobreviver com as prioridades da sucessão do comando desses grupos”.
Na visão de Ney Lopes de Souza, a política potiguar hoje é o que Tancredo Neves dizia, “que em político, o principal é o instinto de sobrevivência, e o instinto da sobrevivência está na união de Alves, Maia e Rosado, que detêm fatia de poder no RN hoje como nunca foi visto na história sociopolítica do Estado, pelo menos na minha interpretação”.
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