informativo Princesa
Principal expressão do trio dissidente do sistema governista municipal em Itajá, região do Vale do Açu, o ex-vereador Manoel Roberto da Cunha, do DEM, poderá anunciar publicamente ainda neste fim de semana qual o novo direcionamento político da facção por ele liderada. No início de abril último o ex-vereador e os dois filhos protagonizaram um rompimento com o sistema capitaneado pelo prefeito Licélio Jackson Guimarães, do PSB. A partir daí cercou-se de expectativa qual seria a nova postura política do bloco – que é completado pelo vice-prefeito Maxsuel da Cunha, PSB, e o vereador Maxsival da Cunha, PMDB, filhos do ex-parlamentar-mirim. Há uma incógnita se o grupo enfrentará o desafio de constituir uma terceira força política ou se pavimentará uma reconciliação com o ex-aliado, ex-prefeito Gilberto Eliomar Lopes, DEM. Informações locais indicam que possivelmente neste sábado, dia 11 de maio, o ex-vereador Manoel Roberto, ladeado pelos filhos, ocupará os microfones da emissora FM comunitária da cidade para um pronunciamento. Na oportunidade ele deverá expor publicamente os motivos que levaram o trio a distanciar-se do conglomerado situacionista itajaense. Acredita-se que, na mesma ocasião, divulgue oficialmente qual o rumo político optado. Membro do Legislativo itajaense até o fim da legislatura passada, tendo sido presidente da Casa, Manoel Roberto foi considerado o ‘fiel da balança’ na sucessão municipal de outubro de 2012. Até então integrante do sistema político comandado pelo então prefeito Gilberto Lopes, ele divergiu politicamente e passou a respaldar a candidatura do agora prefeito Licélio Guimarães. Porém, a defecção ocorreu menos de cinco meses da assunção do gestor à chefia do Executivo. No círculo de comentários sobre os fatos que abriram um fosso entre ele e o prefeito, se diz que o episódio ocorreu por conta da quebra de compromissos assumidos na campanha eleitoral. Na eleição municipal de 2012 ele demonstrou seu potencial político-eleitoral não apenas alojando um filho (Maxsuel) como companheiro de chapa do atual primeiro mandatário como arregimentando votos para conduzir o outro filho (Maxsival) a uma cadeira no parlamento municipal.
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