Por Vilson Antonio Romero*
A sobrevivência dos profissionais e veículos de comunicação na América Latina anda nada fácil. A constatação, reiteradamente externada pelas entidades em defesa do livre exercício da profissão e da liberdade de imprensa, também foi referendada em relatório pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), ao cabo de sua 68ª Assembleia Geral, realizada em São Paulo, no mês de outubro.
Traçando um mapa dos ataques a jornais, revistas, tevês, rádios, mídia eletrônica, mas acima de tudo aos indivíduos que buscam informar à população, a SIP revela que a imprensa segue sendo alvo preferido de políticos e criminosos, de governos, cidadãos e instituições descontentes com sua atuação.
No território argentino, o conflito é flagrante desde a posse dos Kirchner na Casa Rosada. Além da legislação que restringe a atuação de grupos de mídia opositores, a imprensa enfrenta uma série de resoluções governamentais, manobras judiciais e ameaças por parte de funcionários públicos.
Na Bolívia de Evo Morales, uma lei tenta controlar o trabalho jornalístico e buscar a sanção e o fechamento dos meios. Ameaças contra pequenos meios de comunicação no interior da Colômbia continuam com força e participação dos revolucionários das Farc.
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