ASSÚ - Ex-presidente do diretório municipal do PHS na cidade do Assú e hoje relacionado como um dos pré-candidatos a vereador pelo PDT, o comerciante Romildo de Queiroz Minervino poderá se constituir em mais uma liderança política a migrar do sistema governista liderado pelo prefeito Ivan Lopes Júnior (PP) para a ala de oposição.
O que sinaliza esta hipótese é o fato de sua esposa, Vera Helena Silva Parreira de Queiroz, ter deixado de compor o time de auxiliares da administração municipal.
Por intermédio da Portaria nº 187/2012, com data do dia 4 deste mês, veiculada através do exemplar da última terça-feira, dia 10, do Diário Oficial do Município (DOM), Vera Helena foi exonerada da função de secretária municipal adjunta de Urbanismo, com lotação na alçada da Secretaria Municipal de Infraestrutura, dirigida por Isaías Peres da Fonseca.
O ato oficial de destituição da agora ex-secretária está assinado pelo secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Francisco das Chagas Soares, e pelo próprio chefe do Executivo.
Vera Helena passou a fazer parte do primeiro escalão da prefeitura no instante em que foi convocada a substituir o próprio marido, que havia exercido o posto de secretário municipal de Turismo desde o começo da atual gestão. Depois, por razões de foro pessoal, Romildo Queiroz teve que se afastar da administração, assegurando seu espaço político-administrativo através da mulher que, depois de sucedê-lo na pasta de Turismo, foi deslocada para a Secretaria-Adjunta de Urbanismo.
Depois de ter tentado, sem sucesso, eleger-se vereador nas eleições municipais de 2008, totalizando mais de 900 votos, Romildo Queiroz mudou de sigla, desligando-se do PHS, do qual era o presidente no contexto local, e se filiando ao PDT, agremiação hoje presidida pelo ex-vereador Leosvaldo Paiva de Araújo.
Até agora, publicamente, Romildo Queiroz não se pronunciou sobre o gesto do prefeito Ivan Júnior de alijar sua esposa da administração municipal. Informações de pessoas de seu convívio pessoal transmitem que o que mais o constrangeu foi o fato de o gestor municipal ter demitido sua esposa sem sequer uma prévia comunicação por telefone.
Por sua vez, pessoas próximas ao PDT revelam que, na tentativa de compensar o distanciamento de Romildo Queiroz do bloco governista, o prefeito está buscando uma reaproximação com o suplente de vereador Renato Dias de Oliveira, "Renato da Farmácia", também do PDT. "Renato da Farmácia" chegou a estar bem próximo do governismo municipal quando ainda pertencia aos quadros do PMDB. Porém, ele se afastou do sistema depois que teve seu nome preterido para assumir a vaga de vereador com uma eventual licença do vereador Heliomar Cortês Alves (PMDB).
Articulação - Esta articulação teria por fim permitir a convocação do ex-vereador Leosvaldo Paiva para ocupar a vaga de Heliomar Alves, como primeiro suplente da coligação da qual fizeram parte PMDB, PDT e outros partidos em 2008. O titular seria deslocado para um posto de primeiro escalão da Prefeitura. Porém, o entendimento da mesa diretora do Poder Legislativo municipal, amparada por consulta à assessoria jurídica, foi que, em caso de vacância do cargo, quem deveria ser convocado seria o primeiro suplente do partido, no caso, "Renato da Farmácia". Como ele não era o foco da referida articulação, e sim o ex-vereador Leosvaldo Paiva, a engenharia política acabou sendo arquivada pelo sistema de situação local.
Jornal O Mossoroense
Nenhum comentário:
Postar um comentário